ePrivacy and GPDR Cookie Consent management by TermsFeed Privacy Policy and Consent Generator · Dra. Rosi Balbinotto · Cirurgia Tubária ·

O QUE FAÇO Cirurgia Tubária

Ligadura (Laqueadura) Tubária

A Laqueadura (ligadura) tubária é a cirurgia para anticoncepção definitiva na mulher. Ela é realizada pelo desejo da paciente e seu companheiro de não ter mais filhos.

Há diferentes técnicas de interrupção da passagem do conteúdo das trompas, mais utilizado atualmente: cauterização e secção (corte) das trompas bilateralmente por:

  • Cirurgia minimamente invasiva- videolaparoscopia pélvica;
  • Cirurgia laparotômica (corte tipo cesárea, suprapúbico).

É uma cirurgia ambulatorial, sendo importante a tentar para os riscos cirúrgicos:

  • Hipertensão;
  • Diabete;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Cirurgias prévias e múltiplas.

Sempre devemos fazer uma avaliação pré-operatória conforme a necessidade, para uma cirurgia eletiva e segura.

Existem leis e diretrizes pela legislação brasileira para indicação da laqueadura tubária, pelas quais os convênios vão se basear, conjuntamente com termo de consentimento assinado pelo casal:

  • Mulheres com capacidade civil plena, mais de 25 anos, com 2 filhos vivos, o prazo de 60 dias entre a manifestação de vontade da laqueadura e o ato cirúrgico, período em que será aconselhado o uso de outros métodos anticoncepcionais, visando a desestimular a esterilização precoce.
  • O procedimento não pode ser realizado no período do parto, aborto, e ou na cesárea e após somente o período do puerpério, pela fragilidade emocional da paciente.

Salpingectomia

É a cirurgia para a retirada da trompa uterina, por alguma patologia, podendo afetar ambas as trompas:

  • Hidrossalpinge (líquido dentro da trompa, com dor pélvica e/ ou diminuindo a fertilidade ;
  • Infecção com abscesso (presença de pus);
  • Gravidez ectópica (gestação dentro da trompa) rompida, de grande volume;
  • Tumor de trompa, do ovário ou útero;
  • Profilático (risco de tumor no futuro) em pacientes que vão para à histerectomia (retirada do útero).

Técnica Cirúrgica

A cirurgia pode ser realizada por vídeo laparoscopia, laparotomia e minilaparoscopia.

Procedimento ambulatorial.

Durante a cirurgia a trompa é identificada, cauterizada, ou com sutura do ligamento junto ao útero e após junto ao ovário (junto ao infundíbulo pélvico).

Salpingoplastia / Fimbrioplastia / Salpingostomia

É a cirurgia para liberação de adesões da trompa, abertura ampola (terço final da trompa, junto das fímbrias), liberação do final da trompa para tratamento de oclusão tubária ampolar e aderencial externa, na tentativa de tratamento de causa de infertilidade feminina, provocada por processo inflamatório e ou infeccioso, por exemplo: endometriose, doença inflamatória pélvica, infecção prévia por clamídia, aderências de cirurgias prévias e etc.

Esta patologia na trompa uterina, muitas vezes envolve ambas as trompas e os ovários.

A histerossalpingografia é um exame radiográfico com contrastes via vaginal/colo uterino para avaliar as trompas: características, processo aderencial extenso e permeabilidade tubária, dilatações, estreitamentos, avaliação da cavidade uterina, fazendo parte da propedêutica de investigação de infertilidade do casal.

As adesões podem ser classificadas de várias maneiras, podendo ser finas, fibrosas, vasculares, até muito extensas e com a pelve bloqueada, não identificando os órgãos pélvicos (trompas e ovários).

Ao se cogitar neste procedimento, além de uma investigação detalhada de cada trompa, uma atenção especial para avaliação pré-operatória com Histerossalpingografia e após, no transoperatório na videolaparoscopia, assegurando a possibilidade de sucesso cirúrgico, ou seja, de transporte intratubário por cromotubagem no início do procedimento cirúrgico.

Importante lembrar no termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) do risco de retorno às aderências após os primeiros meses da cirurgia, bem como o risco de gestação ectópica (tubária ou fora do útero).

Técnica Cirúrgica

Por técnica de microdissecção (cirurgia delicada) é realizada lise (liberação) de aderências da trompa e na pelve, abertura e dilatação da ampola (final da trompa), liberação de fímbrias, dilatação final, sempre avaliando a permeabilidade tubária.

Há risco de retorno das aderências e/oclusão do óstio final e gestação ectópica em torno de 15 e 23 % respectivamente, sendo discutível o procedimento em casos de grande alteração anatômica e características da trompa (mobilidade, dilatação, espessamento de paredes achatamento da mucosa do interior da trompa), sendo menor o risco se realizado por técnicas minimamente cirúrgicas (videolaparoscopia e minilaparoscopia).

Isolamento Tubário

É a cirurgia que impede a passagem de líquidos contendo substâncias químicas-citoquinas (Inflamatórias) da trompa uterina para dentro da cavidade uterina, causando dificuldade na nidação (fixação do embrião na cavidade endometrial).

É indicada quando o paciente está em investigação de infertilidade, sendo diagnosticado a presença de hidrossalpinge (líquido dentro da trompa em grande volume) e sem outra causa aparente da infertilidade.

Esta cirurgia pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas (videolaparoscopia e minilaparoscopia).

Recanalização Tubária

É a cirurgia para recanalização (anastomose, voltar a permeabilidade tubária), da ligadura tubária, por desejo de uma nova gestação.

Aspectos importantes para avaliação da indicação cirúrgica:

  • O tempo pós a laqueadura tubária;
  • Cirurgias prévias abdominais;
  • Índice de massa corporal da paciente maior ou igual a 30;
  • Aspecto anatômico e características atual da trompa, avaliada por ultrassonografia e videolaparoscopia;
  • Idade da mulher e reserva ovariana;
  • Avaliação espermática do homem: normal.

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Sobre a Dra. Rosi Balbinotto

Sou especialista, membro e certificada na atuação em endoscopia ginecológica pela FEBRASGO, membro e certificada em cirurgia videolaparoscópica pela SOBRACIL, especialização pela sociedade brasileira do trato genital inferior e colposcopia, membro da SOGIRGS e Mestrado em Cirurgia pela UFRGS.

A vontade de fazer Medicina foi por uma busca de conhecimento, por ser uma pessoa sempre à procura de porquês. Tudo tinha uma razão de ser, e às vezes mais de uma, a vida não é feita de uma única explicação. Perdi minha mãe quando eu tinha 5 anos, e estes porquês começaram tão cedo em mim, que já não me lembro mais. Desde criança queria ser alguém que pudesse ajudar os outros. Ao ajudar, ensinando o que aprendi, aprendendo o que me ensinaram de volta, um ciclo. Todo o ano eu avalio novas expectativas e novos planos.

Com 12 anos, minha bisavó Concilia veio morar com a gente, para fazer companhia para minhas irmãs e eu. Ela sempre me contava histórias da sua vida quando adulta no interior de Camaquã, que era parteira e anotava os nomes das gestantes e dos bebês que atendia em um caderninho, e me enchia de curiosidade sobre a vida. Ela foi uma mulher muito forte.